IBIZA — VIDA LOCA 🌴☀️
Fomos para Ibiza viver a “vida loca”... e acabámos por viver muito mais do que isso.
Acabámos por viver nós.
Esta viagem permitiu-me parar.
E, em alguns momentos, olhar para vocês e pensar em como sou grata.
Grata porque não estou sozinha nesta caminhada da vida.
Na normalidade dos nossos dias, cada um segue o seu caminho. As suas rotinas, as suas responsabilidades, as suas preocupações, os seus sonhos...
E, no meio dessa normalidade, esquecemo-nos tantas vezes de olhar para aqueles que estão mais próximos de nós.
Vocês.
Os meus irmãos.
Aqueles que fazem parte da minha história desde o princípio. Que conhecem as minhas raízes, as minhas memórias, as minhas diferenças e tantas das minhas histórias.
E talvez esta viagem tenha servido também para isso.
Para parar.
Para estarmos juntos.
Para rir.
Para conversar.
Para simplesmente estar.
Ficar os três no mesmo quarto foi, por si só, uma aventura! 😂
Entre o lado mais reservado do Joca e a liberdade do Zé, verdadeiro espírito livre, houve espaço para tudo.
Para as diferenças.
Para a adaptação.
Para as gargalhadas.
E para aquela cumplicidade que só existe entre irmãos.
Foi mesmo incrível!
Os pequenos-almoços foram momentos de pura empatia.
Sem pressa.
Sem obrigação.
Sem aquele sentimento de termos de ficar.
Estávamos juntos porque queríamos estar.
E essa liberdade foi talvez uma das coisas mais bonitas da viagem.
Ir.
Ficar.
Conversar.
Rir.
Sair.
Voltar.
Ou simplesmente estar.
Sem horários emocionais. Sem exigências. Sem “temos de”.
Apenas nós.
E depois chegou o momento que, para mim, teve um significado especial.
O crepúsculo.
Vocês sabem o que o crepúsculo me diz.
É difícil explicar.
É uma questão de sentimento.
Não há propriamente uma razão. Não há uma explicação.
É sentir.
Ver o sol a pôr-se lentamente, a passar por aquele vermelho fogo, intenso, quase impossível de traduzir em palavras... e depois vê-lo partir.
Devagar.
Como se o dia se despedisse sem pressa.
E nós ali.
No rooftop do hotel, perante uma piscina infinita e aquele espelho de cores, a assistir ao espetáculo.
O céu mudava.
O vermelho fogo ia dando lugar a outras cores.
A luz ia desaparecendo.
E, por alguns instantes, parecia que o mundo tinha parado.
Foi então que o Zé, com aquela simplicidade que tantas vezes o caracteriza, disse:
“É suposto pedir um desejo.”
E eu respondi:
“Já pedi.”
E tinha pedido.
Não foi um desejo pensado.
Não houve tempo para escolher palavras ou formular um pedido.
Deixei-me levar pela emoção daquele momento.
Talvez porque, naquele instante, eu já tivesse tudo aquilo que precisava para agradecer.
Vocês estavam ali.
Nós estávamos ali.
E eu estava a sentir.
O sol a desaparecer naquele vermelho fogo, o céu a mudar, a piscina a refletir as últimas cores do dia...
E eu simplesmente pedi.
Guardei o meu desejo.
Talvez porque há desejos que não precisam de ser ditos.
Há coisas que se pedem em silêncio.
Com o coração.
Alguém disse:
“Inolvidable.”
E era mesmo.
Mas, para mim, foi mais do que um pôr do sol.
Foi aquele instante raro em que a vida nos pede apenas para parar.
Olhar.
Sentir.
Agradecer.
E talvez tenha sido precisamente ali, naquele vermelho fogo que lentamente se apagava, que senti com mais força aquilo que esta viagem me ofereceu.
A certeza de que não caminho sozinha.
Olhei para vocês e senti gratidão.
Pelo que fomos.
Pelo que somos.
Pelo que ainda havemos de viver.
Porque, na normalidade da vida, são vocês que estão mais próximos.
Vocês, que partilham comigo uma parte da história que começou muito antes de sabermos sequer o que a vida seria.
Podemos ser diferentes.
Podemos pensar diferente.
Podemos escolher caminhos diferentes.
Mas há laços que não precisam de explicação.
São simplesmente nossos.
E talvez seja isso que levo desta viagem.
Não apenas Ibiza.
Não apenas o sol, o mar, as noites, as gargalhadas ou as fotografias.
Levo momentos.
Levo memórias.
Levo aquele pequeno-almoço vivido sem pressa.
Levo as diferenças do nosso quarto.
Levo o espírito livre do Zé.
Levo o reservado do Joca.
Levo as nossas gargalhadas.
Levo a liberdade de estarmos juntos sem precisarmos de estar sempre juntos.
E levo aquele pôr do sol.
Aquele vermelho fogo.
Aquele instante em que o sol partiu e deixou o céu cheio de cor.
E levo também um desejo.
Um desejo que nasceu ali, sem preparação, levado pela emoção de vos ter ao meu lado.
Talvez seja isso que fazemos uns nos outros.
O sol parte todos os dias, mas deixa sempre qualquer coisa de si no céu.
E talvez nós também sejamos assim.
Passamos pela vida uns dos outros e deixamos marcas.
Memórias.
Histórias.
E, espero eu, alguma luz.
Esta viagem lembrou-me disso.
Que a vida não é apenas aquilo que conquistamos.
É também com quem a caminhamos.
E eu tive a sorte de caminhar esta parte da vida com vocês.
Obrigada por esta viagem.Obrigada pelos momentos.
Obrigada pelas gargalhadas.
Obrigada pela liberdade.
Obrigada por serem diferentes.
Obrigada por serem vocês.
E, sobretudo,
obrigada por serem os meus irmãos. ❤️
IBIZA VIDA LOCA. 🌴
Mas a verdadeira viagem foi outra.
Foi perceber, mais uma vez, que não estou sozinha nesta caminhada.
E isso...
isso vale muito mais do que qualquer destino. ❤️














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